Cogito, Ergo Escrevo.

Uma pequena variação de "Cogito, Ergo Sum", frase em latim que quer dizer "Penso, logo Existo". No meu caso, "Penso, logo Escrevo.

Meu blogger mais sério, para falar de filosofia, mas creio que se eu for mais específica, é sobre a vida de estudante de filosofia nesse mundo cada vez tão despersonalizado.

Meu e-mail para qualquer coisa é: agentlizzie@gmail.com

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Novo começo do blogger.

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Faz tempo deste minha última postagem, e durante este tempo, tenho que reconhecer que algumas coisas mudaram em realação sobre para que "diabos" vai ser este blogger.

Primeiramente eu pensei num meio de publicar meus textos de filosofia, mas o problema é que isso se deparou com dois grandes problemas: Escrever acerca de Filosofia não é tão fácil assim, é complicado, caso você queira escrever algo correto e com base; o segundo problema é que tenho medo de escrever besteiras. E olhe que isso é bem provável.

Então resolvi transformar este blogger num blogger onde vamos ter comentários, nem sempre relevantes, sobre a vida de uma estudante de Filosofia, as dificuldades de estudar uma matéria, onde poucas coisas estão traduzidas para o português; como lidar com as ideologias do meio, como ter paciência para estudar algo que é preciso ter paciência, num mundo impaciente e louco por finalidades práticas e uma série de abobrinhas saída de uma mente tentando pensar. (risos)

Caiu de paraqueda no curso de Filosofia? Sente que nunca vai compreender tudo? Parabéns, não é a única.

Eu realmente cai de paraquueda no curso, mas agora eu realmente gosto. Quis desistir no início, mas agora quero ir até o fim. Filosofia vicia, quando é apreciada. Aliás, as melhores coisas da vida tende a nos viciar nelas. Como: Cinema, amor, amigos, escrever, ler.

Não é para qualquer um, estudar Filosofia. Você tem que ter paciência para ler e compreender os autores, pois não se compreende Filosofia como se compreende uma história em quadrinhos ou um livro de autoajuda, é complicado. Se não gosta de ler, não curse Filosofia. Se não gosta de escrever, não curse Filosofia.

E por favor, parem com essa tola sabedoria popular que diz que quem estuda filosofia é maconheiro ou vagabundo. Maconheiro e vagabundo tem em todo canto. E não, eu não uso drogas, na verdade eu as  detesto. Detesto quando estou no pátio e alguém "puxa" um cigarro, seja ele de maconha ou não, e começa a fumar, com aquela fumaça indo bem na cara de quem não fuma. Quer fumar? Fume. Agora não obrigue a quem não fuma, aguentar sua fumaça, apenas porque estamos numa democracia, tenha educação!

Escrevi muito e não escrevi nada.

Muito bom para um primeiro post.

Texto: Lizzie Rodrigues.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Antes...

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Essa semana arrumando a bagunça do meu quarto, eu encontrei um texto que escrevi, na época que eu fazia pré-vestibular, que passo a colocar aqui. É um texto feito, não para treinar minha redação, ou treinando para a segunda fase, eu fiz apenas para desabafar. Então abaixo vai o texto:

ÀS VEZES

Escrito por: Lizzie Rodrigues.
Quando: provavelmente em 2007.

Na sala de aula, às vezes eu paro e penso se estou seguindo o meu verdadeiro caminho. Em minha volta vejo gente que tem certeza, certza do que quer e aonde vão chegar. E eu?... Bem, não sei se realmente quero fazer isso: O pré-vetibular.

Ás vezes também sei que este cursinho é uma competição onde todos querem e podem ser melhores do que os outros. O problema é que eu também quero ser a melhor, mas não sei se sou capaz. Isso sem falar nas combranças, mesmo que ás vezes silenciosas de pais e parentes.

Todos esperam algo de mim, alguma coisa que ainda terei que descobrir. Não me sinto preparada, não quero passar por isso, mais como fazer o relógio andar ao contrário? A vida nem sempre é como nós gostaríamos; vejo cvoisas que não gostaria de ver ou entender, e não consigo ver e entender o absurdo que é crescer num mundo onde seu prazer e satisfação, valem mais do que uma mãe chorando ao ver o filho com fome e não ter o que oferecer a não ser seu alento.

Neste momento devia estar prestando atenção na aula de matemática em vez de estar escrevendo. Escrevendo um texto que mais embaralha meus pensamentos do que me esclarece. Ás vezes nem eu me entendo. Quem dirá você?!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

At The Beginning...

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Quase todos os estudiosos denominam a Grécia como o berço da Filosofia, e dão aos gregos o mérito e o título de criadores da mesma. Isso é correto? Sim e não, eu diria.

Entenda, se por filosofia podemos colocar como um modo de agir, pnsar, uma concepção do mundo; a procura do homem pela razão que explique as coisas ao seu redor e até mesmo, ele próprio; chegaremos a conclusão de que isso já existia, desde que o homem passou a se maravilhar com o mundo, e isso veio com os homns primitivos. Os gregos não a criaram, mas sem dúvida nenhuma, eles a evoluiram. Tanto, que nossa cultura ocidental tem por base alguns fundamentos daquela época. Eles já tinham deliberado, ou estavam deliberando sobre: ética, justiça, conhecimentos científicos. Sabia que o juramento que os médicos fazem ao se formar foi escríto por Hipócrates ( 460 - 370 a.c.), o pai da medicina cientíca grega?

Os gregsos possuiam um comportamento mais racional e com isso, evoluiram a filosofia; o que lhes conferem o título de criadores, o que não está totalmente errado. Por causa desse tipo de pensamento, acivilização ocidental foi se distanciando da oriental. Claro que a situação geográfica da Grécia favorece a passagem de outras culturas, os influenciando de certa forma, contudo, isso não diminui o fato deles terem deixado um legado original e importante para a história da civilização.

Havia a Filosofia Oriental. Poderia os gregos terem se baseado na ideias deles para fundametar sua filosofia? Meu caro "Gafanhoto", essa pergunta sempreé feita no início, talvez não dessa maneira, mas o sentido permanece, e sinte desapontar milhares de corações otakus e admiradores de sabedoria oriental, pois a resposta é não.

Claro que os orientais possuiam sua filosofia, sua sabedoria, mas não tão radical e questionadora como a grega; não baseada no lógos ( razão pura). O que ocorreu na ´Grécia, com a filosofia, foi o surgimento de uma vida fortemente lógica, já que não tinham uma religião dogmática. Eles eram órficos, seguidores do Orfismo, que segundo o TD de sala do professor Carlos Dália é:


"... um movimento religioso complexo onde se dectetam influencias dionisíacas, pitagóricas, egipcias, apolineas e obviamente orientais."

A educação e a parte espiritual eram ensinadas por poetas, antes do "nascimento" da filosofia ( na Grécia), os poemas de Homero ( Ilíada e Odisseia) e em Hesíodo, com sua Teogonia, que conta do surgimento dos deuses, apresentando: a Verdade, o Princípio e o Todo.

Mitos? Isso mesmo.

Agora, quando se fala de filósofos, certamente você lembra-se da "Santíssima Trindade": Sócrates, Platão e Aristóteles. Mas saiba que a lista, naquela época é muito mais longa do que esses três. Segure-se no computador e vamos conhecer um pouco sobre os filósofos da Antigüidade.

Temos os naturalistas que se preocupam com a substância primeira, a physis. São também denominados de pré-socráticos. São eles: Tales de Mileto ( o pai da Filosofia), Anaximenes, Anaximandro, Heráclito de Éfeso, Pitágoras ( sim, aquele da matemática), Xenófanes, Parménides, Zenão, Empedocles, Diógenes de Apolonia e Arquelau de Atenas.

Temos os sofistas que mudaram o discurso da filosofia, da physis para o próprio homem. São eles: Protágoras, Grgias, Hipias, Antifonte e Trasímaco.

Temos Sócrates.

Temos Platão.

Temos Aristóteles.

Esses três, últimos, cada um teve sua doutrina e seus seguidores, lembrando que Sócrates foi mestre de Platão e Platão, mestre de Aristóteles. E eles não gostavam muitos dos sofistas, pois estes recebiam para ensinar. Platão era totalmente contra isso, pois na concepçã dele deve-se ensinar quem tem inclinação pela busca da verdade e não ensinar onde o objetivo é o lucro. Não sei de quem, mas os sofistas ganharam o apelido "carinhoso" de: Prostitutas do Saber.

Muitos estudiosos baseads na opinião de Sócrates, Platão e Aristóteles, relegaram aos sofistas um plano não muito honrado no estud da filosofia. Mas cpom o tempo, isso está se findando e segundo W. Jaeger:


"... os sofistas são fenomeno tão necessário quanto Sócrates e Platão; alias, sem eles, estes são absolutamente impensáveis."

Os sofistas cobravam para ensinar e ensinavam a quem pagasse, pelo simples motivo de pertencerem ao que chamaríamos hoje de "classe média", não tinham grandes bens e precisavam do dinhero para viver. Ao contrtário de Platão que vem de uma classe nobre.

Bom, para um comecinho, bem do comecinho, isso serve, mas entenda, isso aqui nem é a ponta do iceberg.

Texto: Lizzie Rodrigues


Fonte:
*TD's de sala do professor Carlos Dália.
* História da Filosofia - Volume 1
Dário Antiseri e Giovanne Reale

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Caindo na Filosofia

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Por qual motivo alguém escolhe cursar Filosofia? Eu tenho uma teoria que há dois tipos de pessoas que acabam por "cair" neste curso.

O primeiro tipo seria daqueles que realmente amam a Filosofia e não conseguem se enxergar fazendo qualquer outra coisa ou estar em qualquer outro lugar. O segundo tipo é o que eu penso ser a maioria, são os que tentaram outras coisas e não passando, acabam, sabe lá porque, escolhendo Filosofia. Desses, muitos desistem, mas há outros que continuam até o fim. Há ainda um terceiro tipo, os estudantes de Direito, que cursam para aproveitar cadeiras, alguns no fundo passam ou gostam e chegam a até a terminar o curso.

Que tipo eu sou? Fácil, o segundo.

Nunca, nem nos meus sonhos e pesadelos mais selvagens, eu cogitei a possibilidade de cursar Filosofia. Quando passei a me preocupar com vestibulares, quis Cinema, mas eu teria que ir para São Paulo ou Rio de Janeiro. Minha mãe, fez, digamos, uma chantagem emocional eXtremamente eficiente. Depois refletindo sobre um curso aqui na minha cidade, lembrei que uma filha de um dos meus vizinho era formada em Jornalismo. Pronto! Solução perfeita, "...me formo em Jornalismo e depois tento Cinema.", eu pensei e falei a mim mesma. Porém, ocorreu um problema.

Eu me apaixonei pela profissão jornalista, acabei descobrindo que não queria fazer cinema e sim, escrever sobre. O sonho de ser uma crítica de cinema me acalentou por um bom tempo, quando fechava os olhos, conseguia me ver mais velha, trabalhando em alguma redação cinematográfica, assistindo a milhares de filmes, viajando, escrevendo. Para tal coisa, precisava primeiro passar no vestibular... mas fui incapaz disso.

Tentei duas vezes na federal ( a única universidade pública a ter Jornalismo aqui na minha cidade), passei nem da primeira fase. Senti como se fosse a pior daspessoas, a mais incapaz de todas. Na terceira tentativa, resolvi tentar a Estadual também, minha primeira opção era História, porém é noturno e o campus é longe e meio perigoso e meus pais não gostaram. Então resolvi escolher um parecido: Filosofia.Naquele ano acabei indo para a segunda fase do vestibular em Jornalismo na Federal e em Filosofia na Estadual.

Fiquei nas nuvens. Porém fui "desclassificada por vaga" na Federal. Derrotada, vencida, sentindo-se a pior das criaturas...nem chegam perto do sentimento que senti, a tristeza que corroeu meu coração. A felicidade que senti quando soube que fui para a segunda fase, foi proporcional a tristeza. E na Estadual? Passei para Filosofia. Muitos foram os que alegrimente me cumprimentaram por eu ter passado. Que bom! Pelo menos alguém ficou feliz, pois eu não fiquei.Mesmo assim fui fazer minha matrícula, decidida a cursar, afinal, estava cansada de ser "Desclassificada por vaga".

Comecei a cursar Filosofia meio desanimada, pois desistir de um sonho não é fácil. O tempo foi passando e mais precisamente por causa de uma professora, fui notando que podia gostar de Filosofia. Essa professora demostra tanta paixão eamor ao ensinar que me animou. Terminei meu primeiro semestre gostando de onde estava, dos amigos que conquistei, do curso, mesmo tento reprovado na disciplina dessa professora que admiro profundamente. Terminei meu segundo semestre animada também e não querendo estar em nenhum outro lugar, além deste. O que posso fazer? Estou amando cursar Filosofia, quero ir adiante, me formar. Claro que há problemas, tem momentos que sõ chatos, mas o conhecimento supera isso.E descobri que não se deve acreditar em tudo que se diz sobre o curso de Filosofia, é muito diferente do que eu pensava que seria.

Agora sinto como se estivesse achado meu caminho. É fabuloso! Meus pais? Estão orgulhosos de onde estou e estão me dando muita força.

Então se está na fase dos vestibulares, não esquente a cabeça se não consegue passar no que sonha, persista, não desista. Agora se sente cansado(a) e perdido(a), reveja novamente suas metas, talvez aquilo jamais ponderado, retenha uma grande surpresa. É incrível como a vida não nos cansa de nos surpreender. Todo caminho escolhido tem suas dificuldades, porém, o pior do que os possiveis problemas é não ter um caminho a seguir. Confie em você, afinal se não confiar, quem irá?

Ah, e meu sonho de ser jornalista? Não penso em cursar Jornalismo, não por enquanto e acredito que mantenho meus bloggers para realizar, de certa forma, esse sonho que não sumiu, apenas se modificou.

Texto: Lizzie Rodrigues.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

O que é Filosofia?

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Essa é a pergunta que mais escutei cursando Filosofia, não da parte dos professores como indagação. Talvez tenha até rolado e eu não prestei atenção, mas essa pergunta vem de outras pessoas. Amigos, familiares, enfim, normalmente aquela pessoa que arregala os olhos me examinando quando falo qual curso estudo.

Muitos filósofos querem ou queriam, definir a filosofia, como se define uma lei da física, uma definição universal ao termo. Se há essa definição? Acredito que não.

Qual o problema de a Filosofia não ter uma definição que caiba toda a grandeza que ela é, eu pelo menos ainda não encontrei tal definição. E a mais próxima que li, foi a seguinte:

" A filosofia é um modo de pensar, é uma postura diante do mundo."


Tal frase vem do livro Temas de Filosofia de Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins, página 69.

Mesmo assim não explica, não é um conjunto de conhecimentos, muito menos um simples amor a sabedoria, é amar o conhecimento em todo o seu ser, o que sejamos sinceros, nem sempre é empolgante. Mas sempre interessante.

Filosofia não é algo simples de definir, justamente por que "mexe" com pessoas e pessoas são complexas e contraditórias. Uma professora minha falou certa vez, que a Filosofia é como uma raiz de uma árvore, começa num ponto e depois se espalha. Talvez seja essa a maneira de tentar explicar.

E uma ótima maneira de iniciar esse blogger, com um assunto desses, mas não pense que sou metida a intelectual, posso até ser, mas não sou.

"Aceite-se na porcaria que tu és."